HC mapeia dois novos grupos de risco para câncer bucal

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O Cirurgião de cabeça e pescoço da Unicamp, Alfio José Tincani, conta que entre os pacientes de consultório o diagnóstico de câncer bucal historicamente se restringia aos consumidores de álcool ou cigarro. Porém, nos últimos anos pacientes com HPV ou que praticam sexo sem proteção ou sexo oral com vários parceiros estão entrando para a lista dos doentes. O que serve de alerta a comunidade jovem e mulheres, dois grupos que até então, não eram considerados.

Mais de 70% dos pacientes com câncer de boca tratados no HC chegam com doença em estágio avançado. O Hospital de Clínicas da Unicamp recebe cerca de 10 novos casos da doença todo mês e atende em média 30 pacientes que fazem tratamento no ambulatório. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que no ano passado, quase 10 mil novos casos da doença foram identificados em todo país.

Em geral, o tratamento só tem resultados positivos com o uso de radioterapia e quimioterapia combinadas. No Hospital de Clínicas da Unicamp são realizadas cerca de 70 cirurgias para retirada de tumores na boca todo ano e na divisão de radioterapia do hospital, em média 14 pacientes/mês realizam o tratamento. As chances de cura estão ligadas ao diagnóstico. O médico da Unicamp, Alfio José Tincani, comenta que feridas na boca são tratadas com soluções caseiras que podem esconder o câncer.

Uma lesão ou ferida considerada preocupante é aquela que persiste por mais de quatro semanas.

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