Médico do HC alerta para falta de leitos de queimados em Campinas

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A tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, expôs um problema grave no serviço de saúde oferecido em Campinas: a falta de estrutura para o tratamento de queimados. Os hospitais da cidade teriam condições de realizar apenas o primeiro atendimento de vítimas de queimaduras, mas os casos mais graves exigem a transferência para unidades mais bem equipadas em outros municípios.

Normalmente, os pacientes acabam transferidos para as unidades de queimados da Santa Casa de Limeira e da Santa Casa de Itu. Em alguns casos, as vítimas de queimaduras são levadas para São Paulo.

De acordo com o médico cirurgião e coordenador da disciplina da cirurgia do trauma do Hospital das Clínicas da Unicamp, Gustavo Fraga, existe em Campinas um déficit no número de leitos destinados a vítimas de queimaduras. Ele afirma que a estrutura primária do atendimento na cidade é boa, mas é necessário discutir a criação de uma ala para queimados no município.

O médico cirurgião Gustavo Fraga informa que falta estrutura para o atendimento adequado para vítimas de queimaduras num raio de 50 quilômetros de Campinas. Ele acredita que isso é temerário, já que existem na região diversas áreas de risco, como o Aeroporto Internacional de Viracopos e o polo petroquímico de Paulínia.

A secretaria de estado da saúde informou que disponibiliza mais de 200 leitos de UTI para queimados.

Todos esses leitos estão disponíveis para Campinas, mas ficam em hospitais de outras cidades, como Limeira e São Paulo. Na região de Campinas, até o mês de novembro, foram notificadas 45 internações hospitalares por queimaduras em 2012. Já em relação ao atendimento ambulatorial foram notificados 1.450 atendimentos.

 

 

 

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