Advogados investigados por extorsão também agiriam na Ciretran

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As supostas ações de extorsão por parte de advogados investigados pelo Ministério Público também seriam feitas dentro da Ciretran e empresas do ramo. A afirmação é de um empresário do setor de auto-escolas e despachantes de Campinas. No início de abril, a prática por parte de um grupo foi denunciada por pelo menos duas prefeituras, a de Monte Mor e Jaguariúna. O principal nome investigado é do advogado Fabiano Panattoni. Numa operação do Ministério Público ele chegou a ser preso.

O empresário que preferiu não se identificar devido o andamento das investigações cita outros dois que também participariam da ação. Ele conta que foi abordado por Panattoni, que informou que supostas investigações envolvendo o nome da empresa dele estavam em tramitação. O advogado investigado oferecia o trabalho para representar o empresário no processo. A vítima conta que chegou a depositar cerca de R$ 60 mil numa conta conjunta de Panatonni e assinou uma Procuração.

A CBN Campinas teve acesso à procuração que teria sido usada por Fabiano Panatonni. Pelo documento, o empresário conferia “amplos poderes em qualquer juízo, instância ou tribunal” podendo representar a empresa “em qualquer procedimento investigatório criminal em trâmite no Ministério Público do Estado de São Paulo”.

Órgãos que estão nas investigações do grupo confirmaram que procurações idênticas as entregues a CBN foram encontradas no escritório de Panattoni, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

O empresário disse que só desconfiou dos serviços após denúncias divulgadas pela imprensa. O advogado de Panattoni foi procurado pela CBN Campinas, mas não quis comentar o caso. A esposa dele é promotora e também é uma das investigadas no processo. Os advogados citados pelo empresário não foram encontrados. Outras pessoas, entre elas um policial e ex-políticos, estariam envolvidas nas ações.

 

 

 

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