Mercado de caixa d’água e galões continua aquecido em Campinas

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Mesmo com a normalização do sistema de abastecimento em Campinas, ainda há moradores que precisam buscar água. Nada perto do que aconteceu em meados de outubro, quando bairros chegaram a ficar até cinco dias sem água e onde havia uma mina, era fila na certa.

Hoje, a situação está mais tranquila, mas no bairro Cidade Singer, onde o Justino Barbosa mora, por exemplo, de vez em quando ainda falta água. Por precaução, ele vai até mina de Itupeva e armazena em alguns galões. A água é usada pra tudo, inclusive para o consumo.

Sobre a qualidade da água, a Vigilância em Saúde de Campinas alerta: a água das nascentes é imprópria para o consumo. A água mineral é a alternativa recomendável.

Idair Isidoro vende galões com essa água, que busca em fontes de Jacutinga . Nos últimos dias, com a normalização do abastecimento as vendas caíram um pouco, mas ainda há procura já que Campo Belo, onde ele vende o produto, também a variação no abastecimento.

Em meio à crise de água em Campinas, ele chegou a vender 300 galões por dia.

Quem também viu as vendas aumentarem foi Fabrício Machado, que tem uma loja de artigos gerais na Vila Lunardi. A maior procura atualmente é pelas caixas d’água, que chegaram a faltar até na distribuidora.

Ele teve que se adaptar a nova realidade e vende em um dia o que demoraria quatro meses para vender. Na Vila Lunardi, onde a venda das caixas aumentou bastante, uma empresa tem disponibilizado aos moradores da região água do poço particular. Cada um tem direito há dois baldes por dia.

 

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