UTIs funcionam com ocupação máxima em Campinas

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As UTIS de Campinas funcionam com ocupação máxima de leitos. 2015 é marcado na área de saúde por suspensão de cirurgias, internações e atendimentos devido a falta de leitos. Em abril, foi no Mário Gatti na ala infantil. Maio, na Unicamp, nas UTIs para crianças e no início de junho houve suspensão no atendimento de grávidas e bebês no período neonatal, no Celso Pierro da Puc-Campinas.

Os atendimentos e internações se normalizaram neste final de junho, mas ao longo desse 1° semestre o que a reportagem retratou no Celso Pierro, Mário Gatti, Ouro Verde e HC da Unicamp foi a insatisfação com área da saúde.

A superlotação de hospitais da região ficou marcada por uma fala da chefe da unidade pediátrica da Unicamp, Antônia Teresinha Tresoldi. Na ocasião em que as internações chegaram a ser suspensas no HC, ela destacou o risco no atendimento caso mais crianças fossem hospitalizadas. Além do risco em internações quando há superlotação, cirurgias eletivas podem ser canceladas na falta de leitos.

A reportagem fez um levantamento para saber qual a situação das UTIs no município. Neste final de junho, no Hospital Celso Pierro da Pucc Campinas, os cinco leitos de UTI pediátricos e os 10 para adultos tinham ocupação total. Na Unidade de Terapia Intensiva coronária há superlotação. No caso de cirurgias eletivas, se não há leito de UTI, o procedimento é cancelado, com reagendamento.

Os hospitais municipais, que são o Mário Gatti e Ouro Verde, tem ocupação dos leitos cirúrgicos em 95%, já que há necessidade de uma taxa de segurança para casos de emergência.

As UTIs do Hospital das Clínicas da Unicamp funcionam com a ocupação máxima que é de 65 leitos, sendo 55 para adultos e 10 para crianças.  O médico coordenador das UTIs adulto na Unicamp, Luiz Cláudio Martins, explica como funciona toda regulação de vagas. Há um departamento estadual que estabelece diálogo com as unidades hospitalares. No caso do HC, uma ala no Pronto Socorro dá assistência há pacientes.

A assessoria de imprensa do HC destacou que embora não haja leito ocioso, há um planejamento que leva em conta a rotatividade de pacientes, para não impactar os atendimentos, nem cancelar cirurgias.

A Secretaria Estadual de Saúde que tem o órgão que faz a regulação de vagas nos hospitais explica que alguns critérios são seguidos para a ocupação de leitos, levando em consideração as necessidades do paciente e a região que ele está, com preferência para unidades próximas.

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