Jornalista espera somar a lista dos 12 mil transplantes de medula do HC da Unicamp

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Mais de 1200 transplantes de medula óssea foram realizados no Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas. O Hugo Xavier, jornalista de 25 anos morador de Hortolândia, espera somar a esta lista de procedimentos realizados. Ele descobriu ter leucemia no início do ano. Os planos para 2015 foram adiados até que ele encontre um doador. Em menos de dez dias, o post no Facebook de Hugo contando a necessidade do transplante teve 22 mil compartilhamentos.

Quem se cadastrar como doador de medula óssea para o Hugo vai poder ajudar outras pessoas. O que se busca é compatibilidade entre doador e receptor.

No transplante de medula óssea os glóbulos brancos precisam ser compatíveis. Em 30% dos casos, o irmão do paciente apresenta isso. A irmã do Hugo não teve a compatibilidade. Por isso, o Redome, como chama o cadastro de doadores, é uma esperança.

Além da questão dos glóbulos, outra dificuldade para encontrar um doador, é o medo que algumas pessoas têm em relação ao procedimento da doação. O Diretor da Divisão de Hemoterapia do Hemocentro da Unicamp, Marcelo Adas, explica que há uma média complexidade, porém os riscos aos doadores são raros. Do outro lado, quem recebe a medula tem chances de cura de até 70%, como explica Afonso Celso Vigorito que é coordenador da unidade de medula óssea da Unicamp.

O cadastro para se tornar doador de medula pode ser feito, em Campinas, no Hemocentro da Unicamp, no Hospital da Puc-Campinas,  Mário Gatti ou no Boldrini. Ele consiste num questionário e na retirado um tubo de sangue, igual aqueles para exames de rotina.

É importante que o cadastrado mantenha os contatos atualizados no banco. A qualquer momento, pode aparecer um paciente compatível, em qualquer lugar do mundo, já que os registros são globais.

O Brasil é o 3° maior centro de doadores de medula óssea do mundo. São cerca de 3,7 milhões de doadores, atrás dos Estados Unidos e Alemanha.

Aliás, o número de doadores não é a grande preocupação, mas sim a variedade. Algumas etnias tem pouca representatividade no banco. Especialistas da Unicamp citaram a reportagem, por exemplo, a necessidade, principalmente, de  negros, indígenas e orientais.

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