Lava Jato: Prefeitos da região são citados em documentos da Odebrecht

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Os nomes dos prefeitos de Campinas, Jonas Donizette (PSB), do de Paulínia, José Pavan Jr. (PSB), da prefeita de Sumaré, Cristina Carrara (PSDB), do ex-prefeito de Campinas, Pedro Serafim (PDT) e do ex-prefeito de Paulínia, Edson Moura, aparecem em documentos apreendidos pela Polícia Federal, na 23° fase da Operação Lava Jato.

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Lista tem os nomes do prefeito Jonas Donizette e José Pavan Júnior

Trata-se de uma lista com mais de 200 políticos, com valores em cada um dos nomes, que seriam possíveis repasses a essas pessoas.

No caso de Jonas Donizette o valor listado em frente ao nome dele é de R$ 300 mil.

Na tabela em que consta o nome do prefeito de Campinas, não há muitos detalhes, apenas o partido – todos nesta página do PSB, siglas referentes aos supostos repasses e o valor total.

Na mesma planilha está o prefeito de Paulínia, José Pavan Júnior, sendo que o valor referente ao nome dele é R$ 100 mil.

A prefeita de Sumaré, Cristina Carrara, aparece em outra planilha, bem mais detalhada, inclusive com um codinome, “Coroa”. Na listagem em que Carrara aparece há datas referentes aos valores – 01 agosto R$ 200 mil, 15 de agosto R$ 100 mil e setembro R$ 100 mil, totalizando R$ 400 mil.

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Planilha traz os nomes da prefeita Cristina Carrara e do deputado Tito

O ex-prefeito Pedro Serafim, aparece numa terceira planilha, onde consta o município, partido, função, siglas de supostos repasses e o valor total, que no caso dele chega a R$ 300 mil.

O ex-prefeito de Paulínia, Edson Moura é citado com um valor de R$ 400 mil.

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Em outra lista, o ex-prefeito de Campinas, Pedro Serafim, é citado

Essas planilhas estavam com o presidente da Odebrecht Benedito Barbosa Silva Júnior. Apesar dos detalhes encontrados nelas, os documentos não podem ser considerados como prova de que houve caixa 2 da empreiteira para os citados. Elas compõe as investigações, sendo indícios.

 

Entramos em contato com os três prefeitos e os dois ex prefeitos citados.

Por nota, Jonas Donizette e Cristina Carrara disseram que não receberam doações da Odebrecht para campanha de 2012, sendo que os dois reforçaram que as contas foram aprovadas pela justiça eleitoral. O prefeito de Campinas acrescentou ainda que a atual gestão não tem contratos em vigor com a Odebrecht e que a campanha dele em 2012 custou R$ 6,4 milhões, sendo quase R$ 3 milhões foram do Diretório nacional do PSB e R$ 1,1 milhão do Diretório estadual.

José Pavan disse que teve as contas aprovadas e que foi o PSB quem recebeu dinheiro da Brasken.

Pedro Serafim conversou com a CBN, mas não quis gravar entrevista. Ele disse apenas que não recebeu o dinheiro e que se receberam em nome dele, ele quer saber quem recebeu.

Nós não conseguimos contato com Edson Moura.

 

DEPUTADOS E VEREADORES DA REGIÃO

Vereadores e deputados da região de Campinas são citados em documentos da Odebrecht que compõem as investigações da Operação Lava Jato. Mais de 200 políticos aparecem nas planilhas apreendidas pela Polícia Federal. Nelas, a supostos repasses as pessoas citadas.

Na região, o deputado Federal, Tito do PT, aparece em planilha bem detalhada, em que o nome dele está associado a R$ 400 mil.

Leonice da Paz que foi vereadora em Campinas pelo PDT aparece com R$ 50 mil, mesmo valor relacionado a Marquinho da Bola, que foi vereador  em Paulínia pelo PSB. O parlamentar do PT de Paulínia, Custódio Campos é citado, mas na tabela em que o nome aparece não há valores relacionados.

O deputado federal Mendes Thame do PV é indicado nos documentos, mas não há detalhamento do que se refere essa indicação.

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