Ativistas protestam contra o uso de animais em experimentos na Unicamp

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Foram 12 pessoas que pela manhã deste sábado se reuniram em frente a biblioteca central da Unicamp. O objetivo era protestar contra o uso de animais em experimentos científicos na universidade estadual de Campinas. A concentração aconteceu no Ciclo Básico, que recebeu faixas com as reivindicações dos ativistas. Os manifestantes então sairam em passeata pelas ruas praticamente desertas do Campus e o rumo já estava definido. O biotério do Centro Multidisciplinar para Investigação Biológica. No local, animais são criados e mantidos para pesquisas científicas.

Por causa da manifestação, a Unicamp reforçou a segurança nas imediações da unidade. O temor era de uma possível invasão para resgatar ratos que são usados como cobaias. Foram colocados cones para isolar as vias de acesso e neste sábado a polícia militar foi chamada para ajudar a conter a suposta ameaça.

Mas desde o começo do protesto os ativistas demonstravam que essa não era a intenção. E sim aproveitar a polêmica causada com a invasão do Instituto Royal, em São Roque. O laboratório que foi invadido por um grupo de ativistas na madrugada do dia 18 de outubro. Do local, foram levados todos os cachorros da raça beagle e alguns coelhos que eram usados em testes. Os ativistas acusam a empresa de maus-tratos aos animais, o que o Instituto Royal nega. Por sinal, a empresa encerrou as atividades.

Um dos jovens mais atuantes na manifestação na Unicamp era Jeff, identificação dada por ele aos seguranças da Unicamp, mas que para imprensa fez questão de usar o nome do ativista israelense da causa animal, Sasha Boojor. Para Jeff, ou Boojor, o protesto serviu para defender uma posição, mas de maneira pacífica.

Após a passeata, os ativistas chegaram ao biotério do Centro Multidisciplinar para Investigação Biológica da Unicamp e no local também colocaram faixas e cartazes com palavras de ordem e frases contra o uso de animais em experimentos. Uma das mais animadas durante a manifestação era Eliete Ferrari. Para ela, que é vegana e não consome ou faz uso de qualquer produto de origem animal, a causa ganha com o tempo cada vez mais adeptos.

Este mesmo grupo que fez o protesto no biotério da Unicamp também foi o responsável pela manifestação do dia 16 de novembro em frente ao campus II da PUC-Campinas.