Reclamação por falta de medicamento na rede pública persiste em Campinas

0
1431

“1/3 dos remédios da rede pública de saúde está em falta”
“Centros de Saúde de Campinas continuam com falta de medicamentos”
“Campinas não tem estoque para 16 medicamentos oferecidos pelo SUS”
“Falta de remédios nos CSs preocupa usuários”

Essas foram manchetes da reportagem CBN desde setembro do ano passado.
É desde o mês nove que Wilma Freitas da Silva, que é aposentada e tem 79 anos, busca a injeção “Prolia” que é essencial para o tratamento de osteoporose e custa entre R$ 700 e 800.

A injeção é usada a cada seis meses e a de setembro, Wilma teve que comprar com ajuda da filha. Além desse medicamento, ela ainda precisa de outros de uso contínuo. Nesses, um levantamento da “Cliquefarma” aponta que a falta no SUS impacta na renda, principalmente de aposentados.
Diabetes e pressão alta são os males mais comuns – às vezes a pessoa tem os dois problemas. O presidente do site, Angelo Alves, mostra que o comprometimento no orçamento chega fácil aos 30%.

Quando não tem mesmo no SUS, a dica é pesquisar o preço dos remédios. A pesquisa inda aponta que a variação nos valores chega a 590%, como caso do Losartana, 50 mg. No site, www.cliquefarma.com.br é possível fazer a comparação de cada medicamento em várias drograrias.
Sobre dos SUS, especificamente em Campinas, a prefeitura reforça que a cesta de medicamentos da rede básica é composta por 164 itens. Neste mês março, estão faltando 12. A Secretaria de Saúde explica que isso ocorre por problemas com o fabricante/fornecedor ou por conta de licitações vazias. Afirma que está providenciando a reposição.
Os usuários podem pesquisar os itens no site www.remedios.campinas.sp.gov.br.

Após o fechamento da reportagem a secretaria de saúde informou que o “Prolia” não faz parte da cesta de medicamentos do SUS e no caso da aposentada de 79 anos ela entrou na justiça reivindicado o fornecimento mas, mesmo assim, está em falta.