Hospital de Clínicas da Unicamp bate recorde de transplantes

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O Hospital de Clínicas da Unicamp contabilizou número recorde de transplantes de órgãos em 2017. Foi o maior número da história, que teve início em 1984. Foram 485 transplantes,134 a mais que em 2016. Para chegar nesse resultado, entre outras ações, a Organização de Procura de Órgãos do HC da Unicamp atua no incentivo do aumento do número de doadores, reforçando que a atuação da família doadora é fundamental em todo esse processo. Entre as especialidades, a de fígado se destaca, também com recorde, de 70 procedimentos. Um aumento de 48% em relação a 2016.

Antes de 2017, o maior número ocorreu em 2008, com 55 transplantes. As doenças mais comuns para a indicação de transplante hepático são cirrose de origem viral, e alcoólica, com mais de 70% dos casos, seguida da doença de atresia das vias biliares, que é a maior causa de transplante de fígado em crianças. Para a coordenadora dos transplantes hepáticos, Ilka Boin, esse resultado representa uma vitória para a equipe e principalmente para os pacientes.

Esse tipo de transplante é considerado um dos procedimentos mais complexos entre as cirurgias do aparelho digestivo, não só pelo procedimento, mas por causa da logística, que envolve até o helicóptero Águia, da Polícia Militar. Além da importância de ser doador de órgãos, Ilka destaca a necessidade da doação de sangue, para evitar a baixa nos estoques que podem gerar cancelamentos de cirurgias. Os transplantes de rins também bateram recorde desde o início das atividades em 1984. Foram 148 contra o último recorde, de 146, em 2010.