Regional de e-commerce vai à justiça contra aumento do frete dos Correios

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A regional de Campinas da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico informou que vai entrar na justiça para pedir a revisão do frete cobrado pela a entrega das mercadorias anunciada pelos Correios. A justificativa é de que o aumento, em média de 8%, vai trazer prejuízos para o setor, inviabilizando a atividade. A associação estima que em alguns casos, o frete vai ficar até 50% mais caro.

A diretora da regional de Campinas da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, Aline Patini, garante que vai buscar a ajuda da justiça, já que os reajustes vão impactar negativamente na atividade. Ela entende que a situação precisa ser refletida e que já há situações em que os valores não serão aplicados, como é o caso do site de compras Mercado Livre.

Responsável por uma loja especializada no e-commerce, Danilo Gonçalves disse que a situação financeira da empresa fica comprometida com o reajuste. Ele explica que além do produto adquirido pela internet ter o preço mais alto do que na loja física, a margem de lucro do vendedor cai para menos de 5% do valor pago pelo cliente.

Em nota, os Correios informaram que o reajuste de preços aplicado nos serviços de encomendas será de apenas 8% para os objetos postados entre capitais e nos âmbitos local e estadual, que representam a grande maioria das postagens realizadas na empresa. O cálculo faz parte da revisão anual, previsto em contrato. A definição dos preços é sempre baseada no aumento dos custos relacionados à prestação dos serviços, que considera gastos com transporte, pagamento de pessoal, aluguéis de imóveis, combustível, contratação de recursos para segurança, entre outros.