Próstata e mama lideram casos de câncer em Campinas

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Dados da Vigilância em Saúde de Campinas mostram que 29,1% dos casos de câncer entre homens atingem a próstata. Entre as mulheres, o de mama lidera os registros, com 28,7% do total. Os índices foram coletados entre 2010 e 2011.

Conforme o balanço divulgado no início de maio durante o primeiro Seminário do Registro de Câncer de Base Populacional, a cidade teve 5.585 notificações da doença em 2010. No ano seguinte, um aumento foi contabilizado, com 5.607.

Segundo a coordenadora do levantamento municipal, Maria do Carmo Ferreira, entre a população masculina, os números seguem a tendência percebida no território paulista, em outros estados da região sudeste e países desenvolvidos.

Além dos casos de câncer próstata, tumores no cólon e reto são o segundo tipo mais incidente em Campinas, 11,3%, e tiveram aumento sobre os registros médicos envolvendo traqueia, brônquios e pulmões, que representam 6,7%.

Já entre as mulheres, além do câncer de mama, que alcançou 28,7% das notificações, aparecem ainda na lista apresentada pelo registro da Vigilância em Saúde o câncer de cólon e reto, 12,6%, e também o da glândula tireoide, 8,25%.

Os resultados fazem a coordenadora do trabalho, Maria do Carmo Ferreira, destacar dois aspectos. O primeiro é a queda nos casos de colo de útero. O segundo é a comprovação de que houve aumento na demanda por exames.

Ainda na avaliação de Maria do Carmo, os dados de Campinas também seguem a realidade de locais com maiores índices de desenvolvimento. No resto do País, por exemplo, o câncer de colo uterino ainda lidera.

As informações foram obtidas através de 34 fontes. Entre elas, a Fundação Oncocentro de São Paulo e o Sistema de Informação de Mortalidade. Nas outras 28, os registros foram feitos pelo atendimento no sistema de saúde municipal.

O Registro de Câncer de Base Populacional de Campinas foi aprovado por lei de 2017. Instituições de saúde, públicas ou privadas, que atendem pacientes para diagnóstico ou tratamento devem informar os casos para Vigilância em Saúde.

O objetivo é identificar grupos de risco e acompanhar taxas de mortalidade. Uma pesquisa de 2017 mostra que o câncer é responsável por cerca de 20% das mortes em Campinas, ficando atrás somente das doenças cardiovasculares.