Suspeitos de estupro em Paulínia terão pedido de prisão preventiva, afirma delegado

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O delegado titular de Paulínia, Rodrigo Galazzo, afirmou que vai encaminhar à justiça o pedido de prisão preventiva de três pessoas suspeitas de estupro. Foram dois casos envolvendo menores, que foram abusadas por um pastor evangélico e pelo próprio padrasto, com a conivência da mãe. Os três já estão presos temporariamente. No começo do mês, o pastor, de 47 anos, foi preso em Paulínia acusado de crimes sexuais contra adolescentes de 14, 15 e 17 anos.

As investigações tiveram início há mais de um mês, após denúncia das três menores, que eram fiéis da igreja Caminhos em Cristo. As jovens relataram que o homem mantinha contato frequente com elas através de um aplicativo de mensagens de celular. Nas conversas obtidas pelos investigadores, o líder religioso fazia comentários, perguntas e ainda relatos de teor sexual. Em uma das mensagens recuperadas pela Polícia Civil, o acusado falava sobre o próprio órgão genital com uma das vítimas.

Duas semanas depois, a polícia recebeu a denúncia do segundo caso, quando a motorista de uma van escolar recebeu um bilhete de uma menina de 11 anos de idade que dizia sofrer abuso do próprio padrasto. Ela teve coragem de levar o caso à polícia após ver uma reportagem sobre o caso envolvendo o pastor. Através de exames, foi constatado que a menina foi estuprada pelo padrasto. A mãe da criança também foi detida porque saberia das agressões e não teria feito nada para impedir os abusos.

Para o delegado Rodrigo Galazzo, os dois casos estão esclarecidos pela polícia civil e, portanto não há dúvida quanto a autoria do crime. Por conta disso, os suspeitos, que já cumprem prisão temporária, terão o pedido de prisão preventiva. A Polícia Civil alertou sobre a necessidade de se fazer a denúncia em casos envolvendo violência sexual.