Nos últimos dias, a falta de médicos pediatras no serviço de saúde de Campinas expôs uma grave situação no atendimento da população. Na última sexta-feira, o Pronto-Socorro infantil do Hospital Ouro Verde fechou as portas porque não havia profissionais disponíveis para o trabalho. Os pais que levaram os filhos no local foram informados que só casos urgentes seriam recebidos e que deveriam ir ao Mário Gatti. Na ocasião, a prefeitura informou que o médico escalado para o serviço precisou passar por uma cirurgia.

Esta foi a segunda vez em quatro dias que a Prefeitura atribui a falta de atendimento no PS infantil a uma licença médica. Questionados sobre o que teria causado o problema, porém, o Sindimed e o Conselho Regional de Medicina deram outras explicações. As duas entidades alegam que o problema aconteceu devido à falta de pagamento dos contratados como Pessoa Jurídica. De acordo com o delegado do Cremesp, Marcelo Conrado Reis, as análises realizadas pelo Conselho apontam uma piora no atendimento, desde o ano de 2013. Ele afirma que o Mário Gatti e o HC da Unicamp ainda são eficientes no atendimento pediátrico, mas as duas unidades sofrem com os reflexos do descaso nos demais centros de saúde do município.

Em nota, a prefeitura de Campinas informou que o atendimento de pediatria no Hospital Ouro Verde nesta segunda-feira conta com quatro médicos, um na porta do Pronto-Socorro Infantil, um na enfermaria de pediatria e dois na UTI pediátrica. A Rede Mário Gatti está em processo de contratação de uma empresa que vai suprir o atendimento médico para toda linha de cuidados médicos com a infância. A contratação será por um ano, podendo ser renovada até o limite legal, de 60 meses. O processo deve estar concluído em 30 dias.