Funcionando desde maio, o Centro de Saúde Santos Dumont, em Campinas, ainda tem partes de móveis embaladas ou aguardando pela montagem. As caixas foram vistas pela reportagem em uma sala e em um corredor do local.

Outro problema, segundo funcionários, é que a rede de distribuição dos gases usados para oxigenar ou anestesiar pacientes não está completamente instalada, o que faz com que a única alternativa seja o uso dos torpedos de oxigênio.

Construída pelo Governo do Estado, que também ficou responsável pela equipagem, a unidade é administrada pela Prefeitura e atende os moradores da região do bairro Jardim Itatinga. A sala de espera costuma ficar cheia.

Projetado para receber 500 pessoas por dia, o prédio é maior que a maioria dos CSs da cidade, mas a divisão do espaço é questionada pelos funcionários. Com uma sala de inalação grande, os consultórios são considerados pequenos.

A Secretaria Municipal de Saúde respondeu através de nota, alegou que o CS Santos Dumont conta com rede de gases e que “os pacientes estão sendo atendidos de acordo com as normas técnicas” e ainda negou a falta de móveis.

O comunicado justifica que o prédio foi entregue e mobiliado pela Pasta Estadual de Saúde e que o projeto, elaborado pelo Estado, “atende às normas estabelecidas para o bom funcionamento de uma Unidade Básica de Saúde”.

A Secretaria de Estado da Saúde também se manifestou através da assessoria de imprensa e disse que o local “foi entregue com a rede de tubulação de gases, cabendo à prefeitura a instalação do oxigênio e do ar comprimido medicinal”.

O texto afirma que o CS recebeu aprovação da Vigilância Sanitária Municipal, e que os ambientes “foram dimensionados de acordo com portaria do Ministério da Saúde”. Por fim, defende que a unidade foi entregue totalmente mobiliada.