A reforma de quatro pontes sobre o córrego da Avenida Orosimbo Maia, em Campinas, que poderia contribuir para evitar enchentes, ainda não saiu do papel. Na própria avaliação da administração municipal, essas antigas estruturas interrompem o escoamento adequado quando há grande volume de água, o que gera represamento e alagamento.

Além disso, a Prefeitura também apresentou uma solução através da macrodrenagem, que só ficou no projeto. Na opinião de quem trabalha na região, como Tiago Augusto, gerente de uma loja de colchões na Av. Orosimbo Maia, esquina com a Rua Visconde de Taunay, o ideal seria que a as obras tivessem ocorrido na época da estiagem.

Osvaldo Prior, gerente de um Auto Center na Rua Rafael Sampaio, também lembra do último prejuízo em novembro do ano passado e se preocupa com a chegada do período de chuvas. Num supermercado da Avenida Orosimbo Maia, o Gerente Osiene Inácio, conta que foi necessário colocar comportas no estabelecimento para tentar enfrentar o período de enchentes que se aproxima.

Além do prejuízo financeiro, no ano passado a enxurrada matou um homem que foi arrastado para baixo de um ônibus na Rua Rafael Sampaio. Em 2007, um casal também morreu no mesmo local durante uma tempestade. Os moradores ficam preocupados. Roseli Maria Rondini diz não acreditar mais nas constantes promessas de obras.

A Administração Municipal aguarda resposta do Governo Federal sobre a solicitação de R$ 20 milhões para a substituição das quatro pontes. Entretanto, afirma que mantém a limpeza e a manutenção dos córregos, inclusive do piscinão da Norte-Sul, onde desemboca o córrego. Informou ainda que o piscinão, que tem 90 mil metros quadrados, passou por desassoreamento em agosto deste ano, permitindo maior capacidade de contenção de água de 130 para 270 mil litros.