Em 2018, 155 picadas de escorpiões foram registradas em Campinas. Número que se aproxima dos casos de todo o ano de 2017, quando houve 198 pessoas picadas. Os dados divulgados pela prefeitura de Campinas apontam uma ocorrência a cada dois dias no município. De acordo com o veterinário do Devisa, Ricardo Conde Alves Rodrigues, no caso de picada, o local deve ser lavado com água e sabão e o paciente deve ser levado imediatamente a um centro de saúde.

Mesmo sem acidentes, quando identificada a presença do aracnídeo, é preciso fazer a notificação pelo telefone 156. Se for necessária a desinsetização, é preciso que seja feita por uma empresa especializada em controle de pragas. No entanto, a medida mais eficaz de controle é a prevenção, mantendo os ambientes menos propícios ao aparecimento do escorpião. O Entomologista, Fernando Bernardini, recomenda remoção de entulhos e  a vedação vedar pontos de energia e ralos.

Um dos erros mais comuns é tentar matar este aracnídeo usando inseticidas comuns. Fernando explica que esses produtos agem no sistema nervoso, os deixando agitados, o que intensifica o risco de ataques. Considerados praga urbana, os escorpiões possuem um veneno na ponta do abdome que quando inserido no corpo humano pode causar fortes dores no local da picada, que vão aumentando com o passar do tempo e podem provocar taquicardia, podendo ser fatal para idosos e crianças.