O uso da cadeirinha pode ter sido a razão pela qual o filho caçula foi o único sobrevivente da família de Campinas que morreu em um acidente, em Minas Gerais. A morte da família do pastor Alessandro só foi percebida depois que a criança que sobreviveu ajudou a polícia a encontrar o carro onde estavam os corpos.

O sargento do 4º Batalhão da Polícia Rodoviária de São Paulo, Sargento Roberto Pieroni, explica que esse tipo de ocorrência, em que crianças saem ilesas por causa da proteção das cadeirinhas, tem crescido.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado, José Mauro da Silva Rodrigues, a cadeirinha pode sim ter salvado a vida da criança no acidente que matou a família dele.

Assim como o cinto de segurança, a cadeirinha atua na fixação do passageiro ao banco, o que evita impactos que poderiam ser fatais. Praticamente todas as ocorrências de trânsito podem ser evitadas com prevenção, como o respeito à velocidade máxima permitida, manutenção do veículo, não consumir bebida alcoólica antes de dirigir e não usar o celular ao volante.

Paralelamente a isso, é imprescindível a utilização dos dispositivos de segurança, como as cadeirinhas e o cinto de segurança, tanto no banco da frente quanto no traseiro, explica, José Mauro. O bebê-conforto é indicado para bebês com até 1 ano de idade ou 10 quilos. Nesse caso, ele precisa ser colocado com a criança virada de costas.

A cadeirinha deve ser utilizada por crianças com idades entre 1 e 4 anos. Após os quatro anos, a criança pode usar o assento de elevação, para que o cinto de segurança não fique próximo ao pescoço. Toda criança deve ser transportada no banco traseiro até os 10 anos de idade. As infrações nesse caso preveem multa e retenção do veículo.