Além dos motoristas, que têm perdido compromissos com frequência por causa do congestionamento causado pelas obras do BRT na Avenida das Amoreiras, em Campinas, os passageiros do transporte público têm sentido ainda mais o problema.

As obras para a construção do novo pavimento para os ônibus e Estações de Transferência geram bloqueio nas faixas exclusivas dos coletivos e na faixa da esquerda dos demais veículos. Com isso, só fica a faixa da direita para o tráfego.

O tempo de trajeto entre os terminais Vida Nova e Central chega a passar de duas horas. Nos trechos mais travados, o passageiro chega a perder quase uma hora em menos de meio quilômetro de trajeto.

Para constatar o problema, a reportagem embarcou no ônibus da linha 1.31, às 6h50, no terminal Vida Nova, com destino ao centro. Após meia hora, às 7h20, o ônibus ainda nem tinha chegado ao trecho onde o tráfego se afunila, depois da Rua Piracicaba, quando passa a ter só uma faixa.

Uma situação que, de acordo com Renata da Silva, se tornou diária após o início das obras. Às 7h30, aos 40 minutos de viagem, o coletivo chegou à região do Campos Elíseos, próximo à Rua Mogi Mirim. Eulálio de Souza Pinheiro contou que o pior ainda estava por vir. Na subida do Vila Rica, aos  50 minutos de trajeto, o ônibus quase não saia do lugar. Foram, então, mais 50 minutos só num pequeno trecho de 300 metros.

O motorista chegou a desligar o motor do ônibus e muitos passageiros desembarcaram, preferindo ir a pé, mesmo com a chuva fina da manhã desta quinta-feira. Momento descrito como agoniante, pelo vigilante, Zaqueu Begalli. O tempo de trajeto constatado pela reportagem do Vida Nova até a Av. Anchieta foi de 2h10.