Dezenas de servidores de Campinas voltaram a se reunir em frente à Prefeitura, no centro da cidade, em protesto contra a falta de pagamento. O segundo ato da categoria desde que a Administração Municipal confirmou os atrasos acontece logo após uma liminar concedida pela Justiça.

A determinação partiu do juiz Ricardo Hoffmann e obriga o acerto integral dos salários de aposentados e pensionistas nesta sexta, ou até o dia 30. Mas o integrante do coletivo Trabalhadores em Luta, Francisco Mogadouro, diz que ainda existe a possibilidade de recurso por parte do Executivo. Com isso, alega que a definição não garante automaticamente o pagamento e também não muda a situação dos funcionários públicos da ativa.

No dia 28, o Executivo prometeu transferir o vale-alimentação no valor de R$ 982,56, além de R$ 2 mil para os servidores ativos e inativos. O restante dos salários foi programado pela Prefeitura para ser realizado no dia 11 de janeiro, decisão que incomoda os trabalhadores municipais. O problema é atribuído oficialmente ao pagamento das aposentadorias, que teria atingido um valor alto, superando os R$ 480 milhões.

Mas para Francisco Mogadouro, trata-se de uma decisão política. Por isso a intenção do grupo de manifestantes é pressionar pelos vencimentos. A maioria reclama deter sido informada sobre o atraso apenas nos últimos dias do ano, impossibilitando que alternativas fossem buscadas.

A liminar na Justiça sobre os aposentados e pensionistas foi concedida depois de um pedido feito pelo Sindicato dos Servidores de Campinas. A entidade que representa a categoria não participou do ato, que foi organizado por um grupo de oposição. Não houve passeata pela região central.