Os buracos nas ruas e avenidas de Campinas incomodam os passageiros e também geram gastos de manutenção para as empresas de ônibus. Quem usa o sistema de transporte todo dia conhece os lugares críticos. Um deles fica no sentido bairro da Rua da Abolição, região da Vila Marieta.

Na altura de um supermercado, o solo é desgastado, já que a via não conta com módulos de concreto, como estações de transferência e terminais. Além disso, a calçada onde os usuários esperam não conta com assentos e fica em frente a uma obra em execução na qual abrigos novos estão instalados. Aguardando no local, Maria Diaz conta que nos bairros mais afastados a situação é pior. José Carlos Carvalho relata a rotina de desconforto.

O asfalto esburacado pelo município fez com que a associação que representa as empresas de transporte público se manifestasse oficialmente. Em uma postagem nas redes sociais, a Transurc usa a Avenida John Boyd Dunlop como exemplo do panorama encontrado em Campinas.

No texto, diz que as suspensões são danificadas e que os articulados, por serem mais pesados, sofrem com a quebra de molas e barras tensoras. Por fim, não detalhou as cifras gastas com peças e mão de obra, mas ressaltou que o viário precário prejudica os horários e pode causar acidentes.

A Secretaria de Serviços Públicos informou por meio de nota que “atende as demandas de tapa-buracos e dá prioridade em itinerário de ônibus”. Em relação à Avenida Abolição, informou que o “reparo será realizado até a próxima quarta-feira, dia 16 de janeiro”. A Emdec não enviou resposta.