O ano começou com 13 feriados pela frente. Cinco deles caem no fim de semana. Entre os nacionais, Tiradentes, Independência, Nossa Senhora Aparecida e Finados. O outro é o da Padroeira de Campinas, dia 8 de dezembro.

O calendário com todas as datas é assunto inevitável todo ano, principalmente para as empresas, empregadores e empregados que precisam planejar as escalas de atividades e folgas, assim como os esquemas de banco de horas e pagamento.

O professor de Direito do Trabalho da Universidade Mackenzie, Claudionor Barbiero, explica que as leis trabalhistas exigem que haja compensação. Já as emendas de feriado precisam ser devidamente acordadas entre as duas partes.

Na economia, a previsão para a região de Campinas é que os 18 dias – entre estabelecidos e estendidos – representem uma perda de receita em torno de R$ 1,2 bilhão na indústria e no comércio.

O valor, calculado pela Associação Comercial e Industrial de Campinas, é quase 8% menor do que o registrado no ano passado, quando os períodos de folga reduziram a arrecadação em R$ 1,3 bilhão.

Mas mesmo com a retração inferior a 2018, o economista da Acic, Laerte Martins, diz que não se pode menosprezar o volume perdido, já que os próximos meses são vistos com expectativa pelo setor, que torce por uma recuperação.

Na opinião dele, a definição de ter atividades durante os feriados, apesar de onerosa para entidades e empregadores, ajuda a minimizar os efeitos da queda. Por fim, também considera ideal a melhora na estrutura do turismo nas cidades.