A Polícia Civil de Campinas terá mais 30 dias para concluir o inquérito que investiga a tragédia na Catedral Metropolitana, que completou um mês em 11 de janeiro. As investigações ainda prosseguem mas, de acordo com o Delegado Diretor do Deinter-2, José Henrique Ventura, as mortes foram aleatórias e sem motivação religiosa.

Segundo ele, depois de ouvir familiares do atirador Euler Grandolpho se concluiu que ele não tinha nenhum problema com o pai. O delegado reafirmou que os distúrbios do assassino tiveram início em torno de 2008, quando ele começou a comentar a respeito de supostas perseguições, que ouvia ruídos e que, por isso, teria criado o hábito de colocar gravadores para detectar as eventuais presenças estranhas.

O que o delegado ressaltou foi de que as perdas da mãe e do irmão, mais recentemente, podem ter o influenciado na conduta mais reclusiva.

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Euler Grandolpho morava com o pai em um condomínio fechado em Valinhos. Ninguém tinha acesso ao quarto e a limpeza do espaço, ele mesmo fazia. No local, os policiais encontraram uma espécie de diário. Eram vários bilhetes, muitas vezes desconexos de acordo com policiais, mas que mostravam seus pensamentos e intenções. Em um deles dizia estar planejando um massacre, algo grandioso. O local, porém, não é relatado. Havia ainda vídeos, gravados por ele mesmo, falando a respeito das supostas perseguições e também manuseando armas.

De acordo com o delegado José Henrique Ventura, a Catedral Metropolitana foi escolhida de forma aleatória, sem motivação religiosa.

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A polícia já concluiu também que Euler deixou a casa dele, em Valinhos, e, de ônibus, chegou à região central de Campinas. Passou em uma costureira para deixar uns itens para serem consertados e depois, seguiu para a igreja. Chegou já no final da missa e, depois de encerrada, levantou e abriu fogo à esmo. Cinco pessoas morreram e três ficaram feridas. Depois de ser atingido por um policial, acabou tirando a própria vida.