Dois  torcedores da Ponte Preta acusados de matar um torcedor do Guarani vão a júri popular nesta terça-feira. Carlos Daniel Sampaio e Bruno Barros Batista Rodrigues são os dois últimos entre os sete acusados de terem participado do crime. Os outros cinco réus foram condenados a 19 anos de prisão em regime fechado.

O julgamento, realizado  no Fórum de Campinas, tem como Juiz responsável, José Henrique Rodrigues Torres, da 1ª Vara do Júri de Campinas, e tem previsão de término para o final da noite de terça.

A briga de torcidas que causou a morte do torcedor do Guarani,  Anderson Ferreira, de 28 anos, foi no dia 15 de março de 2012, no Brinco de Ouro,  após uma rodada dupla de “derbinhos”, que é um jogo entre equipes das categorias de base dos clubes e ocorreu  entre os times sub-15 e sub-17 de Guarani e Ponte Preta.

Logo após a partida, vencida pela Ponte Preta, os torcedores da Ponte  foram escoltados até o Moisés Lucarelli, mas alguns voltaram ao Brinco de Ouro, quando a briga começou. Anderson Ferreira foi atingido por pedras e uma barra de ferro e teve traumatismo craniano e torácico. Foi levado ao Hospital Mário Gatti, mas morreu três dias depois.

O advogado de Carlos Daniel, José Pedro Said Júnior, admite a presença de Carlos na torcida, mas alega que ele não participou diretamente nos atos de violência que causaram a morte do jovem. O Advogado de Bruno, José Tavares Pais Filho, também trabalha com esta linha de defesa. Os outros cinco foram condenados a 19 anos de prisão, em regime fechado, e puderam recorrer da decisão em liberdade.