A tragédia na Catedral Metropolitana de Campinas, que chocou a cidade e repercutiu em todo o mundo, acaba de completar dois meses.

No dia 11 de dezembro do ano passado, logo após a missa do meio dia, Euler Fernando Grandolpho, atirou contra os fiéis. Entre as vítimas do ataque, quatro morreram no local e uma quinta foi a óbito um dia depois no Hospital Mário. Além das cinco mortes, o autor dos disparos deixou outras três pessoas feridas e cometeu suicídio na sequencia, após ser rendido por policiais militares.

A cozinheira industrial Solange Sanches estava na igreja naquele fatídico início de tarde. Ela conta que o medo a fez mudar os hábitos, mas , não deixou de frequentar o templo religioso.

O consultor Armindo Hoffman, mora em Sumaré, e mesmo após a tragédia, também não deixou de ir Catedral Metropolitana de Campinas.

A dona de casa Domingas Aparecida de Oliveira, é frequentadora  assídua se diz tranquila. Para ela a tragédia foi uma fatalidade.

Na opinião do conferente Jailton Lemes dos Santos a tragédia não tem afastado os fiéis da igreja.

De acordo com o Delegado Hamilton Caviola, responsável pelas investigações sobre a tragédia, o último laudo que falta para finalizar o processo está praticamente concluído e deve ser conhecido ainda neste mês.

O laudo refere-se a um projetil que ficou incrustado em um pilar da igreja que é revestido de madeiramento e tombado pelo patrimônio histórico. O projetil segundo o delegado, foi o que matou o atirador.

Quanto ao processo de investigações o delegado acrescenta que as conclusões já foram finalizadas. A Polícia Civil apurou que Euler Fernando Grandolpho planejava a chacina desde 2008, premeditou o crime e agiu sozinho. A conclusão foi baseada em textos, fotos e vídeos encontrados na casa do assassino.