Ex-funcionários da empresa Shell Basf participaram de uma reunião no Ministério Público do Trabalho, no Taquaral, para tentar romper um acordo firmado em 2013 que colocou a empresa Gama como prestadora de assistência médica das vítimas da contaminação ambiental. No tratado de 2013, a empresa Gama passaria a ser responsável em prestar a assistência médica aos ex-funcionários. Deste modo, assim que acionada, a empresa teria cinco dias úteis para efetuar o depósito, a título de adiantamento, para que o procedimento fosse realizado ou até mesmo o remédio fosse comprado.

Seria então garantido o atendimento médico vitalício a 1058 vítimas habilitadas, além de pessoas que venham a comprovar a necessidade desse atendimento no futuro, dentro de termos acordados entre as partes. Porém, os ex-trabalhadores da Shell/Basf afirmam que a Gama estaria descumprido o acordo, impedindo que as pessoas tenham acesso a médicos e hospitais. As dificuldades enfrentadas por eles para cuidarem da saúde são inúmeras. Cristina Félix de Lima afirmou que vários procedimentos que o plano cobria foram cortados, deixando os trabalhadores na mão. João Batista Machado disse que precisou do plano de saúde, mas não conseguiu usar. Ele afirma que teve de recorrer ao SUS.

Antes da reunião no Ministério Público, cerca de 30 ex-funcionários fizeram um protesto pedindo o afastamento da empresa Gama do acordo. No encontro, não houve nenhuma alteração no acordo firmado em 2013.

Em nota, a Shell informou que o acordo judicial firmado em 2013, não reconheceu qualquer negligência por parte da empresa com relação à saúde dos empregados da antiga fábrica de produtos químicos na cidade de Paulínia/SP. A Shell contratou a operadora Gama Saúde para processar e programar o custeio de gastos médicos previstos nos termos do acordo firmado no TST. A empresa reforça que em caso de dúvidas há canais de contato estabelecidos e divulgados aos beneficiários e reitera que detalhes adicionais podem ser encontrados diretamente no Manual do Usuário provido pela Gama Saúde. O Ministério Público do Trabalho não se manifestou sobre a reunião desta quinta-feira.