Para os cicloativistas de Campinas, a entrega dos 2 km de ciclovias no distrito de Barão Geraldo expõe mais uma vez a falta de planejamento do Poder Municipal. Na opinião deles, as ciclovias da cidade priorizam o lazer e não a mobilidade, já que as implantações não permitem o acesso a vias e locais mais movimentados.

A crítica é feita por Alessandro Soave, do grupo Bike Foguete, que faz uma série de questionamentos sobre o traçado do chamado Sistema Cicloviário de Barão. Entre eles, a escolha pelo caminho por vias onde a movimentação de bicicletas já acontece e pelo meio da Praça do Coco, local que tem um parque infantil.

O secretário de Transportes de Campinas e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, falou sobre isso no dia da inauguração da ciclovia de Barão Geraldo. Ele defende que se trata de um modal complementar e não exclusivo. O trajeto liga o terminal de ônibus, pela Avenida Santa Isabel, até a moradia estudantil.

Mas outra obra do tipo prevista pela Prefeitura também já possui várias questão levantadas antes mesmo de sair de papel: a ciclovia do Campo Grande. Neste caso, o problema apontado por Irineu Ramos, do grupo Pé na Estrada Bike Clube, também é a implantação em vias secundárias dentro dos bairros.

Para ele, o ideal para o distrito seria uma ligação passando pela Avenida John Boyd Dunlop para que a população possa ter uma opção a mais de mobilidade. Prevista para começar a ser construída neste semestre, a ciclovia terá 5,2 km, saindo da Praça da Concórdia, seguindo por avenidas até o Terminal Itajaí.

A Pasta de Transportes foi procurada para responder às críticas sobre a ciclovia do Campo Grande, mas não enviou nota até o fechamento da reportagem.