Trinta e quatro pessoas morreram em acidentes de trânsito em Campinas nos três primeiros meses de 2019. O número é 30,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 26 vítimas fatais foram contabilizadas.

O crescimento das ocorrências se mostra também em cada um dos meses da amostragem. Na comparação entre os meses de janeiro, subiu de 10 para 11. Fevereiro, de seis para oito. Já em março, saltou de 10 para 15 fatalidades.

Os dados são do Infosiga, programa do Governo do Estado de São Paulo, e são relacionados pelo presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho, à má qualidade histórica na formação dos condutores.

O levantamento identifica ainda os tipos de locais onde os acidentes aconteceram. 64,7% das mortes em 2019 ocorreram em rodovias e 32,3% em ruas e avenidas municipais. 2,9% não tiveram detalhamento de informações.

52,9% das vítimas no trânsito de Campinas morreram no local do acidente e 44,1% em hospitais. 88,2% eram homens e 11,7%, mulheres. Dezesseis eram motociclistas, 11 pedestres, quatro em carros e dois estavam em caminhões.

Os indicadores de que pessoas mais expostas, em motos ou a pé pelas vias,  lideraram o ranking de mortes fazem o presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho, lembrar também da imprudência.

Na Região Metropolitana, o aumento no número de mortes foi de 24,1%. Saiu de 62 óbitos em acidentes de trânsito nos primeiros três meses do ano passado para 77 no mesmo período deste ano. Mês a mês os índices também subiram.

Na RMC, 23 pessoas morreram em colisões ou ocorrências em janeiro de 2018. 26 morreram no mesmo mês deste ano. Em fevereiro, o registro saiu de 12 para 19. Já em março, o aumento foi de 27 pessoas mortas em 2018 para 32 em 2019.