Em 2019, a Unicamp registrou o maior percentual de negros matriculados na instituição: 35,1% do total de estudantes que iniciaram neste ano sua vida acadêmica. Este índice representa pouco mais de 3,4 mil alunos. No ano anterior, esse percentual foi de 23,9%. O crescimento tem explicação, já que pela primeira vez, a Unicamp adotou diferentes modalidades de acesso aos cursos de graduação, que incluíram além do vestibular tradicional, as vagas olímpicas, o vestibular indígena, o ingresso por meio do Enem e as cotas étnico-raciais para estudantes autodeclarados pretos ou pardos.

Deste modo, a instituição praticamente atingiu a meta aprovada pelo Conselho Universitário, com as novas políticas de inclusão, que preveem um índice igual ou superior a 37,2%, que corresponde a representatividade da população negra no estado de São Paulo. De acordo com José Alves de Freitas Neto, coordenador executivo da Comvest, a Unicamp passa a ter uma representatividade maior em relação à diversidade de seus alunos, enriquecendo o ambiente acadêmico e a produção de conhecimento.

Segundo os dados, a Unicamp praticamente atingiu a meta aprovada pelo Conselho Universitário, em novembro de 2017, de obter para 2019 um mínimo de 25% de estudantes pretos e pardos em cada curso de graduação. Das 69 opções de cursos oferecidas, somente Música Licenciatura, Dança e Estudos Literários não apresentaram o mínimo. Por outro lado, em 23 cursos a porcentagem de estudantes pretos e pardos foi igual ou superior a mete de 37,2%.