Um projeto de extensão da PUC Campinas está levando informações sobre comportamento seguro e treinamento de primeiros socorros a estudantes, professores e funcionários das escolas públicas. A ação pretende reduzir o número de vítimas jovens em acidentes de trânsito causados por imprudência e ingestão de álcool. No projeto, os estudantes visitam vítimas de acidentes no hospital, ouvem seus relatos e podem ver os danos causados aos pacientes, muitos deles irreversíveis.

O programa é uma versão de um projeto canadense, conhecido como P.A.R.T.Y., que foi implantado em 1986 e contribuiu para a redução de mortos no trânsito na cidade de Sunnybrook. Em Campinas foi implantada uma variante do P.A.R.T.Y., formatada como projeto submetido à Pró-Reitoria de Extensão. Ele reúne os elementos essenciais que caracterizam a Extensão na PUC-Campinas, incluindo atendimento da comunidade, emprego de conhecimento e recursos da universidade.

Durante a visita, estudantes de medicina extensionistas, conversam com os alunos do ensino médio, reforçando o impacto causado pelo ambiente. Eles explicam as práticas médicas emergenciais, necessárias em casos de trauma. Além da visita às áreas de atendimento emergenciais de traumas, os alunos também são levados para conversar com alguém que tenha sofrido lesões traumáticas. De acordo com o médico cirurgião e diretor adjunto do centro de ciências da vida da faculdade de medicina da PUC Campinas, José Gonzaga de Teixeira Camargo, a educação é o único modo disponível para a prevenção de acidentes. Ele afirma que não se pode impedir um desastre natural, mas as pessoas podem impedir que acidentes de trânsito aconteçam.

Segundo dados do Infosiga, 34 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Campinas nos três primeiros meses de 2019. O número é 30,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 26 vítimas fatais foram contabilizadas.