O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) da Prefeitura de Campinas concluiu que a comida da cantina foi a causa do surto de toxoplasmose no Colégio Notre Dame, em Campinas. Foram 28 casos investigados, e 25 confirmados na entre alunos e funcionários.

Os pais dos alunos responderam um questionário aplicado pelo Devisa, e a conclusão foi que a via de transmissão mais provável de toxoplasmose no colégio tenha relação com a ingestão de alimentos contaminados por oocistos, que são as partículas infectantes eliminadas a partir das fezes de felinos infectados pela doença.

Os alimentos teriam sido ingeridos no local conhecido no colégio como “cantina” ou “restaurante de baixo”. Segundo o Devisa, a contaminação pode ter ocorrido durante o armazenamento, preparo, e ou durante o consumo de refeições servidas no local.

As providências necessárias foram tomadas pelo colégio e, no dia 2 de maio, a equipe da Vigilância em Saúde realizou a desinterdição da lanchonete. Entre as adequações feitas estão as vedações na área de manipulação, apresentação de procedimentos operacionais padrão, capacitação dos funcionários em normas de boas práticas de manipulação vigentes e importantes para prevenir riscos à saúde dos consumidores.

Além disso, no relatório, a Devisa faz as seguintes recomendações:

  • Evitar contato com areia ou terra onde há presença de gatos e lavar bem as mãos e as unhas caso haja contato;
  • Lavar as mãos regularmente, sobretudo antes e após a manipulação de alimentos e antes das refeições;
  • Ingerir apenas carne e produtos de origem animal bem cozidos / assados
  • Lavar bem frutas e legumes.