O Conselho Municipal de Saúde realiza um ato na Unidade de Pronto Atendimento do bairro São José, em Campinas, para cobrar melhorias na infraestrutura do local. Desde o início do mês, os banheiros destinados à população estão quebrados e fora de uso. Apenas um sanitário ficou disponível para as pessoas, de forma emergencial, mas incapaz de atender com conforto a demanda da UPA. Além disso, os ventiladores da recepção não estão funcionando, deixando a sala quente e abafada.

Esses problemas se somam aqueles que já afetam a população há mais tempo, como a falta de médicos e de remédios. O ato feito pelo Conselho Municipal de Saúde quer chamar a atenção das autoridades do município, sobre o descaso com a saúde pública e o sofrimento de quem precisa de ajuda médica. O presidente do Conselho, Cecílio Serafim dos Santos, disse que é preciso ficar claro que a culpa do péssimo serviço de atendimento na rede de saúde é da administração e não dos trabalhadores.

Para a população, o descaso com a saúde pública é uma realidade. Em espera para o atendimento na UPA São José, Leila Maria Corrêa, estava revoltada com a situação. Valdinei Chaves também criticou a situação do atendimento na UPA São José. O Conselho Municipal de Saúde informou ainda que pretende fazer um levantamento sobre as condições dos demais centros de saúde de Campinas e realizar atos como este quando houver necessidade.

A Rede Mário Gatti informou que tem trabalhado com as equipes completas. A UPA trabalha em regime porta aberta, atendendo todos os pacientes que procuram a unidade. Sobre os problemas estruturais da unidade, a rede informou que homologou na semana passada a licitação para contratação de uma empresa especializada que fará a manutenção predial das Unidades de Pronto Atendimento da cidade. No caso dos banheiros, já foi solicitado um reparo emergencial.