A situação das ambulâncias do SAMU de Campinas foi questionada na justiça, depois que o vereador Marcelo Silva, do PSD, solicitou informações sobre as condições dos veículos utilizados pelo serviço no município. Em um documento enviado ao parlamentar e que foi assinado pela coordenadora do SAMU, Elizângela Franco Nonato, foi comunicado que Campinas contava com 15 ambulâncias, sendo 10 delas alugadas e outras cinco próprias, que foram doadas pelo Ministério da Saúde.

Das viaturas locadas, seis estariam seguradas e as outras quatro não contariam com o seguro e, por esse motivo, não estariam sendo utilizadas para o atendimento de urgência e emergência na cidade.

Como quase 1/3 das ambulâncias estariam paradas, o vereador Marcelo Silva ingressou com uma ação no Ministério Público para que a situação seja investigada.

A coordenadora do SAMU, Elizângela Franco Nonato, disse que houve uma falha na comunicação e explicou que atualmente há em Campinas 20 ambulâncias disponíveis, sendo 15 viaturas locadas e outras cinco próprias, todas elas com seguro e atendendo a população. Ela explica que no dia 08 de abril, o Ministério da Saúde doou mais três viaturas para a cidade e que esses veículos estão parados, enquanto é feito o contrato com uma seguradora e também a documentação necessária. Segundo Elizângela Franco Nonato, não há prejuízos no atendimento à população, já que quando essas unidades estiverem aptas a circularem, três contratos de locação serão interrompidos, mantendo assim a frota de 20 ambulâncias no serviço.

Já o vereador Marcelo Silva defende que seja feita uma investigação no SAMU, já que um documento oficial assinado pela coordenadora do serviço não poderia gerar dúvidas sobre suas informações. Segundo ele, a prefeitura comete um ato de improbidade, que precisa ser investigado. A coordenadoria do SAMU informou que as três ambulâncias que foram doadas em abril e que ainda aguardam pela documentação e seguro, deverão estar em condições de rodar ainda neste mês.