O uso de novas tecnologias, como aparelhos simuladores, é uma realidade no ensino de medicina, que deve ser fortalecido no futuro próximo, pelo menos na Unicamp. O tema foi amplamente debatido num simpósio organizado pela universidade, que discutiu o tipo de formação médica que será promovida nos próximos anos. O grande entrave é a falta de recursos, que nos últimos anos atingiu em cheio as universidades de todo país. As universidades paulistas, por exemplo, atravessam um período complicado que exige um esforço econômico grande para manterem a qualidade do ensino.

No caso da Unicamp, a indicação seria a construção de um centro de simulação para que os alunos de medicina façam uso da nova tecnologia e possam ser treinados antes de atenderem pacientes. Porém não há verba para esse investimento. O diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Luiz Carlos Zeferino, acredita que a crise econômica exige um esforço criativo, buscando ideias que deram certo em outros lugares do mundo. Ele afirma que um modelo muito usado nos Estados Unidos poderia ser uma saída, onde ex-alunos financiam o crescimento das faculdades onde estudaram.

O simpósio realizado na Unicamp reuniu autoridades médicas de diversas partes do país e docentes de universidades vários países da América Latina.