Cerca de duas semanas após suspender o atendimento devido à superlotação, o Caism da Unicamp, em Campinas, está com 120% de ocupação nos leitos da UTI pediátrica. Outras unidades deste tipo no município também seguem lotadas.

No Ouro Verde, uma criança aguardava vaga na unidade de terapia intensiva, enquanto na PUC todos os cinco leitos do SUS deste tipo estavam ocupados. No Hospital Mário Gatti, não havia registro de espera por vagas na UTI infantil.

Já nas UTIs adulto, o Mário Gatti tinha o pior panorama: sete pessoas esperavam vagas. No Ouro Verde, a situação era enfrentada por dois pacientes. Já na PUC, conforme a assessoria, todos os 13 leitos do SUS estavam ocupados.

No início do mês, um bebê de seis meses morreu por falta de vaga na UTI do Hospital Mário Gatti. O setor tem nove leitos, mas atendia 15 pacientes na ocasião. O recém-nascido com complicações respiratórias estava no PS infantil.

Na ocasião, a Secretaria de Saúde disse em nota que todos os esforços foram feitos para evitar a morte e o responsável pela Pasta, Cármino de Souza, atribuiu a lotação à alta dos casos de síndrome respiratória aguda grave em crianças.