O período atual não é dos mais fáceis para os trabalhadores brasileiros, que enfrentam uma crise econômica sem previsão para acabar, o que resulta num índice de desemprego muito preocupante. Segundo dados do Pnad, são quase 13,5 milhões de desempregados somente no primeiro trimestre deste ano. O problema é que parte das vagas que surgem acaba não sendo preenchida, por falta de profissional qualificado. Na área de tecnologia da informação, a dificuldade para a contratação de pessoal que cumpra com o requisito desejado é grande. O diretor do Google Cloud Brasil, João Carlos Bolonha, disse que esse é um fenômeno mundial. Segundo ele, a falta de especialização e de capacidade de acompanhar as mudanças no mercado deixam muitas vagas em aberto.

Muitas vezes, o mercado de trabalho evolui rapidamente e as empresas exigem dos trabalhadores já empregados certas qualificações. Por isso ele jamais deve ficar parado, mesmo tendo um cargo fixo e estável. Foi pensando nisso que a Associação Comercial e Industrial de Campinas criou um programa de qualificação para os profissionais de seus associados. Segundo a coach do programa Qualifica da ACIC, Elaine Matuo, uma pessoa empregada tem que entender que essa é apenas uma fase de sua vida profissional e que ela tem que estar sempre preparada para as oportunidades que vierem a surgir.

Um exemplo prático do que acontece pode ser visto em Campinas. Nesta semana, o Centro Público de Apoio ao Trabalhador oferecia 25 vagas de emprego para moradores da região, com salários até R$ 2,5 mil, sendo a maior remuneração destinada ao cargo de instrutor de motoristas de caminhão e subgerente de loja. Essas funções que exigem qualificação e experiência e por isso, o número de candidatos para essas oportunidades foram bem menores.