O último reajuste aplicado no preço do gás de cozinha foi registrado em abril, quando a margem de aumento repassada ao consumidor foi de 6%. Segundo a ANP, a composição do preço final para revenda no Estado de São Paulo está na média nacional, chegando aos R$ 67,01 com valores de distribuição e revenda, impostos e commodities. A média nacional é R$ 2,00 mais cara.

Mesmo com a estabilidade nos últimos meses, o preço do botijão de 13 quilos segue crescendo em Campinas, segundo informações de um aplicativo que faz a medição dos valores cobrados pelo produto. Em maio, por exemplo, o gás de cozinha era encontrado na cidade por um preço que variava entre R$ 59 e R$ 70 reais, dependendo da localização da distribuidora. Hoje, a variação ainda é mantida, mas os valores aumentaram em todas as regiões de Campinas.

Quanto mais perto do Centro, maior é o valor a ser pago. Nesta área, o botijão é encontrado por um preço que vai de R$ 75 a R$ 79. Nas regiões de Sousas e do Jardim do Lago, a média do produto é de R$ 75. Na região da Vila Aeroporto, o preço pode variar de R$ 70 a R$ 75 e nas imediações da Avenida John Boyd Dunlop, o produto pode ser encontrado na faixa dos R$ 70. O alto valor cobrado pelo botijão aliado crise econômica preocupa a população da cidade. As pessoas reclamam do impacto que a alta do botijão tem no orçamento familiar.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica homologou por unanimidade na última segunda-feira um acordo com a Petrobras para estimular a concorrência no mercado de gás natural e, consequentemente, promover uma abertura no setor. Pelo acordo, a estatal se compromete a uma série de ações para minimizar condutas anticompetitivas no setor. Em contrapartida, o Cade vai arquivar investigações sobre a estatal na área. Segundo o Governo Federal, essa medida deverá diminuir o preço do botijão de gás para o consumidor.