O campineiro começou a sentir no bolso o registro de 0,01% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, considerado a inflação oficial do País. A alta acumulada é de 2,23% no primeiro semestre e de 3,37% nos últimos 12 meses, ainda abaixo da meta de 4,25% definida pelo governo para o ano todo.

Essa é a taxa em 12 meses mais baixa desde maio de 2018, a menor inflação para junho desde 2017 e também a menor variação mensal desde novembro. Nos segmentos de “Alimentação” e “Transportes”, que seguraram a inflação, as pessoas ouvidas pelas ruas do centro indicam sentir um gosto menos amargo.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, e mostram que a deflação foi de 0,25% no primeiro caso e de 0,30% no segundo. Com isso, Eduardo Martins se mostra otimista diante dos preços nos postos. Já o aposentado Mário Flores ainda avalia o panorama com cautela nos mercados.

“Alimentação” e “Transportes” respondem juntos por 43% das despesas das famílias brasileiras. E dentro de ambos os segmentos há exemplos em destaque. Entre os alimentos, as maiores quedas foram nos preços de frutas, 6,14%, e feijão-carioca, 14,80%, reflexos da maior oferta e também de melhores safras. Entre os transportes, a gasolina teve recuo de 2,04%. Óleo diesel, com 0,83%, e etanol, 5,08%, também registraram deflação e ficaram mais baratos no Brasil.