Adultos, idosos e pais de crianças de colo tiveram que esperar horas por atendimento no PA do bairro Padre Anchieta, em Campinas. Além da falta de médicos, uma discussão entre um médico e o companheiro de uma paciente marcou a tarde de quinta na unidade de saúde.

Débora Taís estava com a filha na recepção desde o meio da manhã. Além de enfrentar a demora, viu quando o bate-boca teria começado. Segundo ela, o homem se irritou após pedir uma informação a um dos profissionais. Com raiva, quebrou uma das portas do local.

A Guarda Municipal foi chamada no início da tarde. O homem e a mulher com o pé quebrado foram orientados a procurar outra unidade. O fato afetou ainda mais funcionamento do pronto-atendimento, que já estava lento e demorado pela falta de pelo menos dois médicos.

Ariane Piacenti também aguardava com a filha e se surpreendeu com o tempo de espera, já que os procedimentos costumam ser rápidos. O problema fez com que muita gente desistisse e fosse para casa. Misleine dos Santos foi informada sobre a confusão pelos funcionários.

Questionada pela reportagem, uma das atendentes não confirmou que a briga aconteceu e também não comentou a falta de médicos. A Secretaria de Saúde, no entanto, enviou nota através da assessoria. No comunicado, porém, não comenta sobre a confusão.

O texto do Executivo trata a falta de profissionais no período da tarde como “um problema pontual na escala de médicos no PA Anchieta”. Dos cinco escalados, segundo o posicionamento, “dois se ausentaram, sendo um por licença paternidade e outro por licença para tratamento”. Além disso, diz que o atendimento não foi suspenso, foi feito com classificação de risco e que a escala para a noite estava completa.