Alguns dos novos trechos do BRT de Campinas têm chamado a atenção devido a  imperfeições no piso de concreto, que ainda não está concluído. As fissuras, que são pequenas rachaduras, podem ser vistas em alguns pontos onde a obra de pavimentação já está concluída. No corredor Campo Grande, por exemplo, uma falha pode ser percebida perto de onde está sendo construída a estação de transferência do Jardim Londres. A fissura no piso tem mais de um metro de comprimento.

Ainda na Avenida John Boyd Dunlop, na estação do Satélite Íris, algumas falhas no piso dos novos corredores de ônibus também podem ser observadas. O que chama a atenção neste trecho em específico é que esta parta da obra já foi entregue pela prefeitura e os ônibus circulam pelo novo corredor. Nesta semana, a reportagem da CBN verificou uma situação ainda mais grave na Vila Teixeira, onde as obras estão paradas e o trecho já construído sofre com a erosão. Para evitar um desgaste maior, uma lona plástica foi colocada sob o piso.

Sobre os problemas constatados, a Emdec informou que a construção do BRT é formada por quase 37 km de pavimento rígido, feito com concreto. Isso significa 72,5 mil metros cúbicos de concreto. O pavimento é feito por placas, encaixadas umas às outras o que deve exigir cerca de 16 mil unidades. No atual estágio de obras, já são quase 25 km de pavimento rígido, sendo 20,15 km concluídos e 4,3 km em execução. Isso representa 11,2 mil placas de concreto implantadas. Desse total, 0,8% apresentou algum tipo de problema, que, segundo a Emdec, é uma situação comum, dentro de uma obra tão complexa. Desse total mais da metade passou por reparos. O reparo é feito pela empresa contratada e não gera custo para o município.