Ignorar a livre concorrência e competitividade pode custar muito caro para seus negócios

Ao longo dos últimos setenta anos o mercado brasileiro viveu em uma redoma, protegido pelo governo federal, sem a concorrência de produtos internacionais avançados e de alta tecnologia. Esse protecionismo em favor das empresas e da formação de grupos nacionais campeões custou muito caro ao País, às empresas e até aos consumidores. O acordo entre Mercosul e União Europeia caminhando e a possibilidade de outro com os Estados Unidos vir a ser assinado nos próximos anos, este protecionismo está com os dias contatos.

Neste novo cenário desenhado para os próximos anos as empresas brasileiras, seja ela micro, pequena ou grande, terá um novo desafio pela frente que precisa ser encarado desde já. Ou elas se modernizam e se tornam competitivas para a concorrência internacional, ou estão fadadas a três caminhos: fechar as portas, ser vendida de uma forma hostil ou se tornar irrelevante. O alerta é do Engenheiro em Ciência da Computação e diretor da Zug Analytics, Guilherme Menezes, entrevista do Programa Um a Um com Eduardo Santana.

“O Brasil é um dos países mais fechados do mundo. Não é um país que se pratica livre concorrência e por isso nunca se preocupou muito com competitividade”, explica. Ele lembra que o modelo de negócios escolhido por parte do governo federal foi da adoção de uma política de substituição das importações. Definiu-se alguns setores e apostou, via subsídios públicos, em alguns setores e empresas. “Por isso o Brasil não precisou aprender a competir e a concorrer. Tinha sempre as empresas que eram escolhidas para virar as campeãs nacionais”

“Agora entrando em uma fase nova. A conta ficou cara demais para ser paga”, conta Menezes, para quem o fato mais relevante para o nosso mercado, para o nosso empresariado, é a abertura comercial. “Temos uma já assinada com a União Europeia, um mercado onde se pratica a livre concorrência a competição. Provavelmente vamos ter um acordo com os Estados Unidos, que é o carro-chefe da competitividade. E como é que nossas empresas vão se preparar para competir.

Ao mesmo tempo que a abertura vai impor riscos aos negócios, Menezes ponta para a abertura de uma janela de oportunidade. “Há o risco de essas empresas ser adquiridas via hostil, elas quebrarem ou se tornarem relevantes. Elas precisam começar a se preparar para começar a jogar um jogo em qual não conhecemos bem: o campo da competitividade e da concorrência em seu setor”, acredita o especialista

Segundo o empresário, primeiramente, as empresas precisam saber se posicionar em um mapa de competição de seu setor, usando para isso indicadores. “Só que até hoje a gente usou indicadores que não valem muito para competição. O mais tradicional é o de melhores empresas de venda. Quanto mais ela vendia mais ela ficava bem posicionada entre as empresas brasileiras. Acabou isso. O que vale é o retorno sobre o investimento”.

Para ele, uma empresa para ser longeva, viver, se manter, precisa justificar para seu acionista que está havendo retorno. Como é que ele faz isso, independentemente de seu tamanho, precisa se comparar com alguns indicadores financeiros globais praticados no mundo capitalista e da livre concorrência.

“A primeira coisa que empresário precisa fazer, baseado em indicadores globais, saber como anda a performance financeira dele nos últimos anos. “Quem olhar e aprender o jogo vai sobreviver e aproveitar a abertura como oportunidade para concorrer lá fora”, conclui.

No nosso Podcast no canal www.programaumaum.com.br você poderá ver a entrevista completa com nosso entrevistado e saber um pouco mais sobre competitividade e indicadores que o empresário precisa ter para ser competitivo no mercado.

Texto: Marcelo Oliveira – Assessoria de Imprensa do BNI PP