Nove dias depois de ter o carro apreendido em uma blitz da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), a diarista Dulcinéia Oliveira retirou o veículo do pátio. A justiça concedeu uma liminar para que ela pudesse recuperar o carro sem pagar a estadia.

Ela explicou o motivo da liberação e disse esperar, agora, o cancelamento das multas aplicadas por um agente da EMTU. 

Tudo ocorreu na manhã da quarta-feira, dia 7 de agosto. Ela seguia de Paulínia para o Distrito de Barão Geraldo, em um condomínio fechado onde trabalha todas as quartas-feiras e dava carona a outras três colegas que também prestam serviço no mesmo conjunto residencial.

Na estrada da Rhodia ela foi parada em uma blitz de fiscais da EMTU. Por estar transportando as colegas, foi taxada como motorista de transporte de passageiro por aplicativo e acabou tendo o carro apreendido, além de aplicada uma multa. 

À época, a EMTU foi procurada e confirmou que a diarista teve o veículo apreendido por executar serviço de transporte coletivo de passageiros de forma irregular. Além disso, afirmou que no momento da fiscalização quatro passageiras foram entrevistadas pelo fiscal e afirmaram que a motorista cobrava o valor de R$ 4 de cada uma. 

**Posicionamento EMTU:

A EMTU informou que até o final da tarde desta quinta-feira não havia sido notificada pela Justiça para apresentar defesa. “De todo modo, o veículo foi liberado sem a exigência do reembolso de despesas em cumprimento a uma liminar apresentada pelo advogado da senhora Dulcinéia Antunes de Souza Oliveira nesta quinta-feira. Cabe esclarecer, entretanto, que a cadeira de rodas do filho não foi apreendida.”