Depois do escândalo de corrupção no Hospital Ouro Verde, a prefeitura de Campinas se prepara para ingressar com uma ação na justiça contra a Organização Social Vitale. No processo, o município vai cobrar da administradora pouco mais de R$ 40 milhões em indenizações. O valor calculado pela secretaria de assuntos jurídicos levou em conta as despesas trabalhistas, previdenciárias, desvios de materiais, prestações de contas irregulares e por causa da sub-rogação, o compromisso na transição entre a OS e a associação que foi substituída na gestão.

O esquema, ainda investigado pelo Ministério Público, levou toda a diretoria da OS para a prisão, assim como funcionários de carreira da prefeitura , empresários, médico e também o ex-secretário de assuntos jurídicos, Sílvio Bernardin. Hoje, todos os réus respondem ao processo em liberdade. O prefeito Jonas Donizette afirma que é de interesse do município buscar o ressarcimento dos valores desviados da saúde pública em Campinas. Ele afirma que esta ação faz parte das medidas tomadas pela administração municipal, que desde o início das denúncias procurou identificar e punir os responsáveis pelo esquema.

O escândalo fez com que os vereadores abrissem uma Comissão Processante para investigar uma suposta participação do prefeito no esquema. Porém, os vereadores entenderam que não houve participação e inocentaram Jonas Donizette. O caso segue tramitando na justiça.

Nesta semana, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar que obriga o juiz da 4ª Vara Criminal, Caio Ventosa, a fornecer o conteúdo de todas as gravações telefônicas dos réus da Operação Ouro Verde para a defesa do ex-secretário de assuntos Jurídicos da prefeitura de Campinas, Silvio Bernardin. Além disso, o TJ determinou a troca de testemunhas pedida pela defesa do réu, na audiência marcada para o dia 27 deste mês.