Doze cidades da região integram ranking das mais inteligentes e conectadas do Brasil

Com base em mais de 70 indicadores, a Urban Systems em parceria com a empresa de organização de eventos Sator de Desenvolvimento de Negócios divulgaram a 5ª edição do Ranking Connected Smart Cities, que aponta as cidades mais inteligentes e conectadas do Brasil. Pela primeira vez, Campinas ocupa a primeira colocação entre as 100 que formam a lista. Completam o ranking das cidades da região: Jundiaí, Valinhos, Jaguariúna, Indaiatuba, Paulínia, Bragança Paulista, Americana, Itatiba, Vinhedo, Atibaia e Hortolândia, municípios onde o BNI Planalto Paulista também está presente

Esta é a primeira vez que esse estudo elege uma cidade não capital como referência em desenvolvimento. Em 2015, a liderança ficou com o Rio de Janeiro, seguido nos dois anos seguintes por São Paulo e, em 2018, por Curitiba.

Segundo a Urban Systems, Campinas se destacou nas áreas de economia, tecnologia e inovação (1º lugar), empreendedorismo (2º), governança (3º) e mobilidade (4º).

Segundo Willian Rigon, diretor de marketing da Urban Systems, em entrevista para o quadro Panorama Empresarial, do Programa Um a Um com Eduardo Santana, o estudo, por ser colaborativo, evolui ano a ano, mudando os indicadores e se aproximando de estudos semelhantes em países desenvolvidos. “Quando a gente começa a se aproximar mais das pesquisas internacionais, percebemos um potencial mais forte das cidades do interior paulista”, conta, para explicar a presença de dozes cidades regionais no ranking deste ano.

A presença de diversas cidades da região no ranking, de portes menores que grandes cidades brasileiras e capitais, no seu entendimento, exemplifica que elas são cidades já evoluídas no quesito infra-estrutura. “Elas têm uma condição de vida da população melhor do que grandes cidades que estão nas regiões como Nordeste, Norte e Centro Oeste” aponta ele.

Na opinião do diretor de marketing da Urban Systems, a cidade tem que ser provedora da infra-estrutura mínima para o desenvolvimento, também, do setor privado, seja ele no nível que for. No microempreendedor, na comunidade que inova com uma solução para solucionar um problema local. “O município não tem que ser responsável por solucionar todos os problemas que existem na cidade, desde que ele dê condição para que surjam inovação, empreendedorismo, pessoas querendo resolver os problemas na cidade”.

Em relação às cidades inteligentes brasileiras quando comparadas as de países como Europa e Estados Unidos, Rigon é taxativo. Para ele, ainda há um grande caminho a ser percorrido pelas cidades do Brasil para chegar próximo ao grau de desenvolvimento e conectividade de municípios mais avançados.

“A gente fica em desvantagem quando comparamos cidades brasileiras com cidades da Europa e Estados Unidos. Justamente por ter um desenvolvimento econômico mais consistente em tempos passados, teve um maior investimento na questão de infra-estrutura, que permitiu o desenvolvimento de tecnologias, de inovação, do empreendedorismo da cidade, mas também a questão da mobilidade, de transporte”, completa.

Veja a colocação das cidades da região no ranking deste ano:

  • Campinas (1º)
  • Jundiaí (10º)
  • Valinhos (22º)
  • Jaguariúna (24º)
  • Indaiatuba (38º)
  • Paulínia (46º)
  • Bragança (51º)
  • Americana (56º)
  • Itatiba (61º)
  • Vinhedo (65º)
  • Atibaia (72º)
  • Hortolândia (82º)

Texto: Marcelo Oliveira – Assessoria de Imprensa do BNI Planalto Paulista