Eles são adolescentes de 17 anos e cursam o 2º ano do ensino médio da Escola Estadual Rita de Cássia da Silva, no Parque São Jorge, em Campinas. Como qualquer adolescente, eles adoram os momentos de integração com os colegas de classe, em atividades fora da sala de aula. Por isso, as aulas de Educação Física são tão aguardadas.

Mas, por causa da falta de acessibilidade, estudantes com mobilidade reduzida desta escola não podem participar das atividades na quadra de esportes. A construção de uma rampa de acesso à quadra é uma reivindicação dos pais destes alunos há pelo menos dois anos. Cleuza da Silva Menezes conta que a filha, que utiliza andador por causa de uma paralisia cerebral, se sente excluída de uma atividade que ela tem muita vontade de participar.

Wilma Neves Pereira tem um filho cadeirante que estuda na escola. Ela conta que os próprios pais acabam se oferecendo para participar da aula de educação física para ajudar os filhos a se integrarem à atividade. Já Raquel Cristina, não consegue carregar o filho cadeirante, que é um adolescente bem alto e pesado.

Além da falta de uma rampa na quadra, ela conta que a cadeira de rodas do filho chegou até a quebrar por causa dos desníveis no piso da escola e da falta de acessibilidade na calçada do portão de entrada.

A Diretoria Regional de Ensino de Campinas informou que está sendo agendada uma reunião com os responsáveis pelos alunos ainda para essa semana.  Sobre a obra de acessibilidade, enquanto está em projeto, foi ofertada para a mãe a possibilidade de matrícula em uma escola acessível tendo direito ao cuidador e ao transporte gratuito.