MP abre inquérito para investigar caso de racismo na PUC-Campinas

A promotoria de Justiça dos Direitos Humanos e Inclusão Social abriu um inquérito civil para apurar o caso de racismo que teria acontecido no campus um da PUC-Campinas, durante a realização de um evento cultural na semana passada. Deste modo, o Ministério Público quer ouvir as testemunhas do caso e representantes da universidade, além do autor da agressão, caso ele seja identificado. A denúncia partiu do Centro Acadêmico de Serviço Social da universidade, quando um aluno do curso de direito teria imitado um macaco, enquanto outra estudante recitava um poema durante um sarau promovido na universidade.

O caso gerou diversas reações, principalmente de grupos estudantis que se manifestaram pedindo que o autor do gesto racista seja identificado e expulso do curso. Segundo a promotora Cristiane Hillal, a proposta é buscar um posicionamento claro da PUC-Campinas para entender como a universidade está trabalhando prevenir e coibir o racismo estrutural e institucional. Ela lembra que este é um compromisso da instituição de ensino após a promotoria firmar 15 compromissos de ajustamento com estudantes que praticaram ofensas racistas em rede social, em 2017.

A PUC-Campinas informou através de nota que apura, por meio de uma sindicância interna, as denúncias de supostas ofensas racistas envolvendo estudantes durante um evento cultural realizado dentro das dependências da Universidade no dia 12 de setembro. Junto a isso, acompanha as investigações a serem conduzidas pela Polícia Civil após uma aluna registrar um Boletim de Ocorrência sobre o caso.