Setembro é o mês de discutir e realizar ações de prevenção contra o suicídio, considerada a segunda maior causa de morte entre os jovens com idades entre 15 e 29 anos. No entanto, o suicídio não escolhe idade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em média, 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano em todo mundo.

De acordo com o psiquiatra da Faculdade São Leopoldo Mandic, Celso Garcia Jr, no Setembro Amarelo são discutidos os esforços necessários para enfrentar a situação. A maior parte das pessoas que tentam tirar a própria vida possuem problemas de saúde mental, como dependência química e depressão.

97% das pessoas que tentam ou cometem suicídio tinham algum problema psiquiátrico ou deram algum sinal de que não estavam bem. Apesar de não poupar ninguém, a predisposição ao suicídio se destaca nos homens adultos entre 19 a 49 anos e idosos; principalmente viúvos, divorciados e solteiros. A desesperança, o desamparo, a impulsividade e a agressividade também são antecedentes.

Também indicam possibilidade de suicídio, a baixa tolerância diante de frustrações, histórico de abuso físico ou sexual, perdas ou separações dos pais na infância, rede familiar e de apoio social instáveis e eventos traumáticos recentes. De acordo com o psiquiatra, Celso Garcia Jr, identificar esses sinais é uma forma de prevenção.

A ajuda de um psicólogo ou um psiquiatra é fundamental. Além disso, as unidades básicas de saúde e os centros de atenção psicossociais têm se preparado para acolher esse tipo de situação. Há também o CVV – Centro de Valorização da Vida – que atende 24 horas por dia pelo telefone 188. A ligação é gratuita e as conversas são sigilosas.